Comunicação

23/11/2017

O Futuro da Minha Cidade – João Pessoa

Políticos, lideranças empresariais, técnicos e profissionais liberais debateram a visão de futuro da capital paraibana

O debate “O futuro da minha cidade”, ocorrido, ontem ( 21), no Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) sensibilizou bastante cerca de 70 participantes que assistiram às palestras da arquiteta Marcella Arruda e do consultor Sílvio Barros. Na plateia estavam vereadores, empresários da construção civil, técnicos da Prefeitura Municipal de João Pessoa, profissionais liberais, engenheiros, arquitetos, advogados, lideranças empresariais e secretários do Estado e de municípios.

                Ao fazer a abertura do evento, o presidente do Sinduscon-JP, João Barbosa de Lucena chamou a atenção para a velocidade do crescimento populacional da capital paraibana, alertando que num prazo médio de dez anos, a cidade atingirá cerca de um milhão de habitantes, observando que há uma grande de necessidade de planejar a cidade para o futuro, pois a natureza foi pródiga com a cidade, mas, a cidade do futuro decorrerá das decisões tomadas hoje.

                Também se pronunciou o vice-presidente da CBIC, Irenaldo Quintans, alertando sobre o movimento migratório das pessoas da zona rural para as cidades, que, de acordo com estudos, até a metade deste século, nove em cada dez pessoas viverão em centros urbanos. Problemas de todas as origens sofrem as cidades, agravadas pelo crescimento populacional, sendo importante que as pessoas com ética e espírito cívico assuma o protagonismo de planejar o futuro da cidade.

                Na oportunidade, o vereador Tibério Limeira, representando a Câmara Municipal de João Pessoa, elogiou a iniciativa do evento e destacou que o poder legislativo realizou discussão nessa direção e que, em 2018, haverá revisão do plano diretor da cidade, sendo importante pensar o futuro da cidade, tendo citado vários debates promovidos na Câmara Municipal, que é o poder que vota o orçamento e as leis municipais. E, realçou a importância da sociedade civil organizada contribuir para o crescimento de uma cidade equilibrada e harmoniosa, boa para todos os cidadãos. Ele defendeu a aproximação do emprego com a habitação popular, melhorando a qualidade de vida na capital.

                Já o secretário de Turismo do Governo do Paraíba, Lindolfo Pires, disse que o tema – O futuro da nossa cidade – atrai a todos, enaltecendo a iniciativa do Sinduscon-JP e da CBIC. Ele observou que a vida acontece nas cidades, onde as pessoas moram, estudam, trabalham, e chamou a atenção para o fato de que a sociedade organizada pode criar uma cidade melhor e que a Paraíba tem se destacado com índices de competitividade e pelos indicadores financeiros positivos, buscando a iniciativa privada como parceira.

                O secretário executivo de Planejamento de João Pessoa, Fábio Sinval Ferreira, na sua fala, lembrou que a prefeitura está desenvolvendo o plano de mobilidade urbana e a renovação do plano diretor, além da lei de uso e ocupação do solo, a partir de 2018, com audiências participativas e com essas iniciativas o futuro da cidade está sendo pensado, num espaço mais amplo.

                A arquiteta Marcella Arruda, na sua explanação, chamou a atenção para problemas como a necessidade de preservação do patrimônio histórico, de ampliação das ciclovias, com espaços de lazer e aproveitamento melhor da estrutura que já existe e disse que é preciso mudar hábitos quando se fala de cidade do futuro. Além disso, abordou a situação da segurança, questionando a existência de condomínios fechados com muros altos.

                Por sua vez, o consultor Sílvio Barros apresentou uma pesquisa de indicadores financeiros levantados junto à Secretaria do Tesouro Nacional, que mostrou uma limitação da Prefeitura de João Pessoa para fazer investimentos necessários para a melhoria da qualidade de vida, em especial nas áreas de habitação, transporte, por exemplo. Ele defendeu que a sociedade civil organizada tem muito a contribuir para o desenvolvimento da cidade, para o combate à corrupção e, também, para o exercício da cidadania, podem elevar a qualidade da gestão municipal. Ele disse que a corrupção impede de se chegar a 100% dos objetivos da gestão pública.

 

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