Comunicação

02/08/2018

Fórum Inovar & Construir debate a infraestrutura e os desafios para seu desenvolvimento País tem 7.500 obras públicas paralisadas e a conclusão dos investimentos pode elevar o PIB nacional em 1,8%

Foto: Sinduscon/JP Sinduscon/JP Sinduscon/JP

“Infraestrutura e desafios para seu desenvolvimento” é tema do III Fórum Inovar & Construir, que será abordado por Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura (COB), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, no evento promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), que ocorrerá nos dias 08 e 09 deste mês de agosto, no Centro Cultural Ariano Suassuna, em João Pessoa.

Segundo Carlos Eduardo, somente na área federal, segundo dados do Ministério do Planejamento, existem cerca de 7.500 obras paralisadas no país, que demandariam R$ 76,7 bilhões para sua conclusão. “Esse número cresce se forem também consideradas as obras a cargo de Estados e Municípios. Se finalizadas, a estimativa calculada em recente trabalho divulgado pela CBIC, “O custo social e econômico das obras paralisadas” é a de agregar, a curto prazo, um aumento de 1,8% no PIB nacional”.

Ele acrescentou que o quadro de obras paralisadas envolve uma vasta gama de empreendimentos, de diversos portes, mas, se concentram nas áreas de logística, de habitação, de mobilidade urbana, de saneamento e de energia elétrica (geração, transmissão e universalização).

Empresário e engenheiro civil, Carlos Eduardo apontou como que a primeira causa para essa situação, sem dúvida, é o efeito da grave crise fiscal que o país vem atravessando, com reflexos diretos na perda da capacidade de investimento com recursos públicos, nas três esferas administrativas (União, Estados e Municípios). A segunda que identifica é a da extrapolação de funções dos órgãos de Fiscalização e Controle, porque determinam a paralisação de obras pela simples suspeita de alguma irregularidade nos meios de produção, que, por diversas vezes depois de um longo período, não se configuram em ato irregular.

E, por fim, uma terceira causa a ser apontada é a falta de planejamento por parte da Administração Pública, que não se prepara com bons projetos e também desenvolve programa de obras com fins eleitorais, muitos deles sem justificativa social e garantia de recursos, lamentou o empresário que atua neste segmento.

O Brasil tem uma grande deficiência na área de saneamento público, algo que, na visão de Carlos Eduardo é uma condição inaceitável que vigora no Brasil em relação ao atendimento social de saneamento básico. Para ele, o modelo estatal desenvolvido há anos perdeu capacidade e eficiência, com as condições limitadas da maioria das companhias estatais de saneamento. “Essa corporação resiste ao necessário modelo de expansão do saneamento através de projetos de parcerias. Se não avançarmos na participação do capital privado, o saneamento não avançará no Brasil”, afirmou.

Ele também considera que a parceria público-privada é um dos caminhos para a retomada dos investimentos assim como as concessões de serviços públicos são a saída para o Brasil avançar na infraestrutura. “Basta vermos as projeções orçamentárias do país para os próximos anos, com déficits consideráveis pelo menos até 2021 – o que significará retração dos investimentos públicos. Se investirmos em bons projetos e na melhoria do ambiente jurídico e regulatório, haverá investidores privados para suprir nossas necessidades de manutenção e de expansão da infraestrutura.


Faça sua inscrição: www.inovareconstruir.com.br 

©2013. Todos os Direitos Reservados - v1.1.73