Receba novidades sobre Construção Civil
Muito boa noite a todos,
Na honrosa condição de anfitrião e ansioso, assim como os senhores e as senhoras, pela palestra da noite, cumpre-me apenas conceituar, em breves palavras, o SIM Paraíba, para em seguida agradecer aos muitos que o possibilitaram.
Hoje na sua terceira versão, este evento é, antes de tudo, a realização de um sonho. Um sonho que, sonhado em grupo, como diria o poeta, virou realidade. Assim mesmo ocorreu com as empresas afiliadas ao SINDUSCON/JP. Na tentativa de consolidar aquilo que se constitui no seu maior patrimônio - o fortíssimo laço de confiança que entrelaça e catalisa construtores e consumidores paraibanos – nasceu o SIM. E é esse desejo persistente de acertar, de fazer as coisas da maneira adequada, tornado concreto e ora já incluído no calendário de eventos de João Pessoa, que, de maneira decisiva e independentemente de circunstâncias adversas, nos tem permitido crescer e contribuir para o desenvolvimento do nosso querido Estado.
E afirmo, sem receio de ser cabotino, e sem desmerecer nenhum outro, que nosso mercado é um dos mais confiáveis, mais estáveis e mais promissores deste Brasil continental. Claro que ainda há um enorme dever de casa para fazermos juntos, empresários e governos. Poderíamos passar a noite aqui a discuti-lo. Temos a burocracia, o excesso de tributos, a politiquice e a insensibilidade de alguns gestores que são verdadeiros icebergs defronte aos nossos navios: temos que contorná-los para não naufragarmos. Entretanto, dificuldades a parte, o percentual de insucessos em relação ao percentual de êxitos é ínfimo, num volume de unidades ofertadas e entregues que dobrou nos últimos cinco anos. E é justamente porque aqui, não obstante todas as precauções e todo o arcabouço legal que devem inexorável e indispensavelmente permear uma transação imobiliária, ainda vale o velho e tradicional fio do bigode, simbolizado pelo aperto de mão, pelo contato direto, quase corpóreo, entre construtor e comprador, testemunhado por esse parceiro de todas as horas, o corretor imobiliário. É assim que vendemos por estas bandas: olhando no olho do cliente e permitindo que ele olhe no nosso, tete à tete, como dizem os franceses. Temos a exata noção do que representa a transação imobiliária para uma família, sobretudo as de menor renda, as quais, no mais das vezes, além dos seus próprios e parcos recursos, vão buscar com parentes e amigos empréstimos para tornar exeqüível esse passo basilar na vida de qualquer um.
Assim, esta festa - porque feira, para mim, também é festa – aberta a toda a população, oferecendo mais de cinco mil imóveis, totalmente legalizados, em variadas localizações, do interior à orla, acessíveis a todas as faixas de renda, creiam, foi idealizada sob a inspiração do respeito, da confiança, da convergência, do congraçamento, do positivismo, como a própria sigla quer dizer, predicados que devem constar, em qualquer hipótese, na relação entre aqueles que precisam de uma habitação, quer como teto para si e para a sua prole, quer como porto seguro para a sua poupança, e os que têm o patriotismo e empreendedorismo para provê-los desse bem essencial mesmo à dignidade e à cidadania. Lembremo-nos: governos não constroem. Governos, nas suas várias formas e esferas, planejam, orientam, providenciam verbas, definem prioridades, e infelizmente não raro o fazem sem olhar o futuro. Todavia, quem constrói, de fato, somos nós. Quem, efetivamente, corre os riscos inerentes à atividade somos nós. Quem busca financiamentos e oferece como garantias o patrimônio pessoal, somos nós. E agimos com grande entusiasmo, porque não se trata apenas de um tijolo sobre o outro, tampouco de lucro meramente, trata-se, como diz a fábula, da construção de uma grande catedral: a catedral da nação brasileira.
Dito isso, cumpre-me agradecer, em nome da diretoria do SINDUSCON de João Pessoa, a todos, repito, que contribuíram para que este acontecimento seja coroado de bons resultados. Agradeço aos meus prezados vice-presidentes e diretores, que acreditando no projeto, apoiaram-no desde a primeira versão. Entre estes, destaco um agradecimento especial ao Engenheiro Fábio Sinval, SIM até no nome, que têm subtraído preciosas horas de trabalho da sua empresa para ofertar, gratuita e desinteressadamente, à organização e à operacionalização desta feira, com coragem e determinação, conduzindo-a ao porte que exibe neste momento. Agradeço ao publicitário Alberto Arcela e equipe, cuja Oficina de Propaganda tem o DNA da construção civil devidamente mapeado: acerta todas. Agradeço à assessora de imprensa do SINDUSCON, jornalista Karla Alencar, pelo empenho na divulgação da feira e na comercialização dos estandes. Agradeço aos funcionários da Casa pela dedicação. Agradeço aos participantes, colegas construtores e demais membros da cadeia produtiva, que nos honram com os belos estandes que estão diante dos nossos olhos. Agradeço à imprensa paraibana pela repercussão, às autoridades, aos líderes de segmento e aos paraibanos em geral que atenderam ao nosso convite e que nos engrandecem com seu prestígio. Permitam-me agradecer, por fim, de modo particular, a um dos mais importantes elos da cadeia produtiva da construção civil, nossos companheiros ombro a ombro na luta cotidiana pela resolução da questão habitacional no país: refiro-me aos corretores de imóveis, sem cuja justa intermediação simplesmente não é possível haver transação imobiliária. Assim como governo planeja, mas não constrói, construtor constrói, mas não comercializa. Quem o faz legitimamente, com competência, é o valente corretor de imóveis, que neste ato recebe nosso sincero agradecimento.
Por último, mas não menos importante, peço vossa paciência mais um minuto para dirigir-me, de maneira fraterna, a um homem de fibra, inteligente, persistente, obstinado até; um homem do diálogo, da discussão conseqüente e produtiva; um homem de família, de fortes princípios, de gestos largos; um soldado do bom combate, como diria seu xará São Paulo, um grande brasileiro, enfim, cuja convivência, para mim, tem sido um permanente aprendizado: o engenheiro Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Paulo, minhas senhoras e meus senhores, devo informar, substituindo na CBIC outro excepcional combatente, Luís Roberto Ponte, ex-ministro de Estado, construiu um clima de tal ordem favorável, cordial e leal, que se abriram canais de entendimento por n’os nunca dantes experimentados, tanto com os órgãos públicos, como com os parlamentares, como com os próprios construtores. Por exemplo, foi mercê dessa atmosfera salutar que foi possível a aprovação no Congresso Nacional, ainda em 2003, de uma legislação fundamental à segurança jurídica dos contratos e das empresas, razão primeira para o retorno dos bancos ao financiamento imobiliário: a lei 10.931, que introduziu o patrimônio de afetação e a alienação fiduciária. Também foi sob a batuta de Paulo que várias entidades co-ligadas elaboraram um ambicioso programa, denominado União Nacional da Construção, cujo mister era, num só movimento, prover o país da necessária infraestrutura para o pretendido crescimento e zerar o crônico déficit de moradias, com ênfase nas camadas mais baixas da sociedade. Resultado: desse calhamaço, detalhado e preciso, entregue em mãos ao presidente Lula, então postulante à reeleição, nasceram os dois mais importantes programas estruturantes do Brasil nas últimas décadas: o Minha Casa Minha Vida e o PAC. Sem exagero, senhores e senhoras, este homem é, efetivamente, o pai do PAC e do Minha Casa Minha Vida. Acompanho com orgulho sua luta, sua bravura, sua capacidade de encontrar caminhos alternativos para que o foco não seja perdido: o bem estar da sociedade brasileira pela via do emprego, da habitação e da infraestrutura. Ademais, Paulo, como bom mineiro, ampliou a participação do Nordeste e da Paraíba na entidade que preside, entidade esta que é ouvida na tomada das decisões mais importantes desse país, fiquem certos os senhores e as senhoras. Portanto, Paulo, receba, nesta oportunidade em que nos visita, a gratidão e o apreço dos que fazem aqui a construção civil, além do meu agradecimento especial pela forma amigável e generosa com que você tem tratado a nossa pequenina e valente Paraíba no âmbito nacional da construção civil.
Muitíssimo obrigado a todos e excelentes negócios.