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Dia do Trabalho: Indústria da Construção paga salários cada vez mais altos 

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A pesquisa do IBGE mostra uma queda gradual no índice de analfabetismo da mão de obra do setor. Em 2002, quase dois terços dos ocupados no setor (63,6%) não havia concluído sequer o ensino fundamental (tinham menos de oito anos de estudo). Apenas 36,1% tinham chegado ao ensino médio (mais de oito anos de estudo). Em 2010, o número de pessoas que estudou mais de oito anos já chega a quase metade dos trabalhadores (47,8%). Atualmente um quarto dos trabalhadores do setor tem 11 anos ou mais de estudo (26,6%). Em 2002, 19,0% dos funcionários da construção tinham estudado por esse tempo. Outra boa notícia é a redução progressiva do analfabetismo.

Em 2002, 8,0% dos trabalhadores tinham, no máximo, um ano de estudo. A pesquisa mais recente (2010) confirmou uma queda gradual desse índice para 5,0% do total em 2010. Outro dado importante, refere-se à renda dos trabalhadores do setor. De acordo com o levantamento feito pelo Ministério do Trabalho com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que o salário inicial dos trabalhadores formais da construção civil aumentou 35% entre 2003 e 2010, já descontada a inflação do período. Em janeiro de 2003, um funcionário do setor era contratado ganhando, em média, R$ 651,74 – em valores reais deflacionados pelo INPC de março de 2010. Em janeiro deste ano, o salário inicial saltou para R$ 884,01. Somente no último ano, o ganho foi de 5,8% acima da inflação – passou de R$ 835,16 para R$ 884,01, em valores já deflacionados. Além disso, mesmo com a crise econômica que atingiu o mundo nos últimos 20 meses, o setor da construção continua gerando emprego. O número de trabalhadores na construção cresceu 23% desde 2002, início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, que monitora o mercado de trabalho formal e informal em seis regiões metropolitanas brasileiras - Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Somente nos últimos 12 meses (fevereiro de 2010), o avanço foi de 8,1%, contra um avanço de 3,4% do mercado de trabalho brasileiro em geral. A demanda por novos trabalhadores continua crescendo. Íntegra de release sobre o assunto está disponível no site da CBIC, na área de Notícias. FONTE CBIC

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