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Copa 2014 

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O vice-presidente do Sinaenco (Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia), Leon Myssior, enviou nesta quinta-feira, 13 de maio, uma carta aberta a Ricardo Teixeira, presidente do COL (Comitê Organizador Local da Copa 2014), que culpou os projetos arquitetônicos pelos atrasos nas obras dos estádios. De acordo com Myssior, o problema, na verdade, seriam as inúmeras alterações nos projetos feitas pela Fifa nos últimos meses em função de acordos comerciais com fornecedores e parceiros.

"A Fifa tem solicitado alterações significativas nos projetos dos estádios (anteriormente aprovados), como por exemplo a exigência, definida na segunda quinzena de abril, do aumento do tamanho das placas de publicidade", disse o vice-presidente do Sinaenco na carta. "É certo que uma alteração dessa importância traz implicações evidentes nos cronogramas de entrega dos projetos", acredita.

A afirmação de Ricardo Teixeira foi feita no dia 3 de maio, prazo máximo estipulado pela Fifa para o início das obras nos estádios. Nesta data, porém, das 12 cidades-sede, apenas seis haviam começado as intervenções: Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e São Paulo. As demais deverão iniciar as obras no primeiro semestre deste ano, com exceção do Rio de Janeiro, que ainda não tem previsão.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, atribuiu aos projetos a culpa pelos atrasos nas obras dos estádios brasileiros das cidades-sede, em entrevista à imprensa em 3 de maio último, até então data-limite para início das obras nas arenas que sediarão chaves da Copa 2014. Esta informação não é apenas incorreta, mas também temerária, na medida em que lança sobre os arquitetos uma suspeição de incapacidade técnica, francamente em oposição à qualidade dos projetos e à flexibilidade no atendimento das exigências ao longo dos últimos 18 meses, marcados por indefinições por parte da Fifa e de constantes mudanças por parte do Comitê Organizador Local (COL).

A Fifa, através do COL, em função de recentes acordos comerciais com fornecedores e parceiros, tem solicitado alterações significativas nos projetos dos estádios (anteriormente aprovados), como por exemplo a exigência, definida na segunda quinzena de abril, do aumento do tamanho das placas de publicidade - que antes poderiam ter entre 90 centímetros e 1 metro de altura, e passaram a obrigatoriamente 1 metro - e a distância destas em relação aos limites do gramado.

Aparentemente desimportantes, essas modificações alteram consideravelmente a geometria das arquibancadas e a visibilidade dos espectadores, provocando, segundo os autores dos projetos, alteração em praticamente todos os desenhos já entregues (alguns, inclusive, licitados). É certo que uma alteração dessa importância traz implicações evidentes nos cronogramas de entrega dos projetos.

Além disso, a maioria dos atrasos no início das obras dos estádios tem relação muito mais com questões outras, como a indefinição em relação à modelagem de financiamento - se diretamente pelo poder público, por concessão ou por intermédio de parcerias público-privadas (PPPs) - das reformas/construção dos estádios, do que com o desenvolvimento dos projetos.

Os escritórios brasileiros de arquitetura responsáveis pelos projetos dos estádios-sede da Copa 2014 têm se empenhado em desenvolver soluções que contemplem as exigências da Fifa, conciliem soluções arquitetônicas criativas e eficientes, sob todos os pontos de vista: estético, funcional e de sustentabilidade (econômica e ambiental). Todos, sem exceção, criaram equipes de trabalho específicas para o desenvolvimento desses projetos, que apresentam qualidade arquitetônica elevada e têm obtido repercussão positiva até em publicações internacionais.

O Brasil é, hoje, uma referência mundial em tecnologia de projetos esportivos, muito graças à qualidade dos nossos arquitetos, e à capacidade de mobilização e ao espírito empreendedor desses profissionais. Esperamos que, em breve, essa expertise abra as portas para a exportação de projetos brasileiros.

Leon Myssior, vice-presidente de Arquitetura do Sinaenco e coordenador do Fórum Time dos Arquitetos da Copa"

Transparência nas obras

Para acompanhar e fiscalizar o andamento das obras da Copa de 2014 no Brasil, o TCU (Tribunal de Contas da União) lançou na quarta-feira, 11 de maio, o site www.fiscalizacopa2014.gov.br. A página contará com dados de cada projeto, como os cronogramas, gastos com licitação, empresas vencedoras e os custos para cada ação.

O objetivo é dar transparência aos gastos com essas obras e também criar um canal de denúncia sobre eventuais irregularidades. O site será alimentado por funcionários dos tribunais de contas dos estados e municípios em parceria com prefeituras e governos estaduais.

Fonte: PINIWeb

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