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Pesquisa conclui que banho com chuveiro híbrido solar é o mais barato
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O chuveiro híbrido solar, sistema composto de aquecedor solar com chuveiro elétrico, é o mais eficiente do ponto de vista econômico. Essa é a conclusão de um estudo elaborado pelo Cirra (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água), entidade vinculada à Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), que comparou o sistema com o chuveiro elétrico comum, aquecedor a gás, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico (boiler).
"O estudo foi desenvolvido com o intuito de avaliar qual sistema de aquecimento de água proporciona um banho mais econômico", conta o professor Ivanildo Hespanhol, líder da pesquisa. Foram avaliados quesitos como o custo de água, energia elétrica e gás, custo de cada equipamento utilizado e custo de instalação.
Segundo o estudo, um banho de oito minutos custa em média, entre consumo de água e energia elétrica, R$ 0,27 no chuveiro híbrido solar e R$ 0,30 no chuveiro elétrico. Esse mesmo banho sai por R$ 0,46 (53,3% a mais do que o chuveiro elétrico) com aquecedores solares tradicionais, R$ 0,59 (96,6% mais caro) com os aquecedores a gás e R$ 1,08 (246,6% a mais) com o boiler elétrico.
A explicação para a maior eficiência dos chuveiros elétrico e híbrido solar é o baixo consumo de água destes dois sistemas. O estudo mostra que a média anual do consumo de água no chuveiro elétrico foi de 4,2 l/min (litros por minuto). O chuveiro híbrido solar obteve uma média anual de 4,1 l/min, ou seja, 2,3% menor que o consumo do chuveiro elétrico. O aquecedor à gás obteve uma média de 8,7 (l/min), 207% a mais que o consumo do chuveiro elétrico, enquanto que a média do sistema de aquecedor solar foi de 8,4 l/min, ou seja, 200% maior que o consumo do chuveiro elétrico. Já o boiler elétrico teve uma média de 8,5 l/min, 202% maior que o consumo do chuveiro elétrico.
Para a realização deste estudo, foram instalados seis pontos de banho no vestiário dos funcionários da USP, sendo dois pontos com chuveiros elétricos, um com aquecedor a gás, um coletor solar, um híbrido e um aquecedor de acumulação elétrico (boiler). Entre janeiro e dezembro de 2009, esses funcionários voluntários, divididos em grupos, tomaram banhos sem nenhum tipo de restrição sobre abertura maior ou menor do registro, tempo de banho e posição de chave seletora de temperatura nos pontos determinados. A cada três meses, os grupos passaram de um ponto para outro. Os consumos de água, energia elétrica e gás foram medidos por dispositivos especiais e os dados enviados aos computadores do Cirra.
Segundo Douglas Messina, pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas), o chuveiro híbrido solar tem se mostrado mais eficiente em várias pesquisas. "Esse sistema está sendo sugerido para uso em residências de habitação de interesse social por conta do menor consumo de água e pelo fato de ter o pré-aquecimento solar, o que economiza energia", afirma o pesquisador.
De acordo com ele, no entanto, isso não significa que os outros sistemas não sejam viáveis. "Os outros sistemas ainda têm que buscar alguma solução para a questão de economia de água, como acessórios que trabalhem com vazões menores", sugere. "Todos os produtos têm mercado. Não daria para utilizar, por exemplo, água aquecida por placas solares em hospitais, onde o sistema a gás é mais viável. Os engenheiros precisam sempre estudar a melhor solução para cada situação", completa.
O líder da pesquisa do Cirra, professor Ivanildo Hespanhol, concorda com a opinião de Messina. "Existem exceções porque a pesquisa se deu na cidade de São Paulo, mas em regiões como Nordeste e Sul, por exemplo, as temperaturas médias anuais são diferentes da de São Paulo. Além disso, o comportamento dos usuários e a cultura local também podem influenciar no consumo de insumos, o que interfere no custo do banho", finaliza.
Fonte: PINIWeb