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Obras de infraestrutura da Copa de 2014 exigirão R$ 14,54 bilhões nas 12 cidades-sede, diz estudo
Geral
A Copa do Mundo de 2014 vai injetar R$ 142,39 bilhões na economia brasileira nos próximos quatro anos, sendo R$ 22,46 bilhões somente para a infraestrutura e organização do evento. Os dados são do estudo "Brasil Sustentável - Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo de 2014" apresentado no dia 23 de junho pela Ernst & Young e FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os jogos mundiais vão gerar no período 2010-2014 um impacto direto sobre o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de R$ 64,5 bilhões, valor que corresponde a 2% do valor estimado para o PIB neste ano, de R$ 2,9 trilhões. Entre os setores mais beneficiados, de acordo com a pesquisa, em primeiro lugar está a construção civil, que, sozinha, vai gerar um impacto direto e indireto sobre o PIB de R$ 8,14 bilhões adicionais.
As 12 cidades-sede receberão investimentos de infraestrutura da ordem de R$ 14,54 bilhões. Desse total, R$ 4,6 bilhões serão usados na construção e/ou modernização dos estádios, R$ 2,84 bilhões na reurbanização e embelezamento das cidades, e R$ 3,2 bilhões na expansão e adequação de complexos hoteleiros.
Como a Copa gerará um fluxo adicional de R$ 2,25 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros, serão realizados investimentos de R$ 1,21 bilhão nos terminais. Além disso, será necessário intervir em 4.334 km de rodovias, entre obras de reconstrução, manutenção e ampliação. A realização dessas obras deve requer aportes de R$ 1,44 bilhão, além dos investimentos já previstos sem a Copa.
O Rio de Janeiro é, segundo a pesquisa, o município que mais precisará de investimentos: um total de R$ 1,97 bilhão. Em seguida, estão as cidades de Natal, no Rio Grande do Norte, com R$ 1,5 bilhão e São Paulo, com R$ 1,45 bilhão.
Copa sustentávelAlém de calcular os investimentos e impactos na economia brasileira, o estudo da Ernst & Young e FGV aponta ainda sete passos para a realização de uma Copa Sustentável, segundo os critérios adotados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. São eles: conservação de energia e mudanças climáticas (como minimizar a emissão de carbono); água (como promover a conservação da água), gestão interna de resíduos (como reduzir, reutilizar e reciclar resíduos com o apoio de catadores); transporte, mobilidade e acesso (como alcançar a eficiência energética com uso de transportes acessíveis e universais que minimizem a poluição); paisagem e biodiversidade; edifícios verdes e estilo de vida sustentável; e construção sustentável.
PlanejamentoO ponto de partida para enfrentar os desafios de gestão de atividades relacionadas à Copa do Mundo é estabelecer um adequado processo de planejamento, governança e gestão. Para isso, deve ser criado um Plano Diretor da Copa para cada cidade-sede, que deverá detalhar todos os projetos para a organização e sucesso da Copa, definindo ações, prioridades, prazos, investimentos, custos e responsáveis, além de identificar e mapear as oportunidades. "Se possível, as cidades-sede e até mesmo a iniciativa privada pode fazer um intercâmbio desses planos diretores, melhorando ainda mais a sua eficiência", disse José Carlos Pinto, sócio de assessoria de risco da Ernst & Young.
O cumprimento desse conjunto de obrigações tem que ser monitorado por diversos agentes, dentre os quais: comitê organizador, Fifa, órgãos de controle dos diversos níveis de governo e o Comitê Gestor do Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a Realização da Copa do Mundo de 2014 (CGPEAC). "O sucesso de uma Copa do Mundo se mede de três formas: cumprir o prazo, custo previsto e qualidade exigida", finalizou o executivo.
Fonte: PiniWeb